4.2.10

Compositor de 'Ilariê' lança axé gospel no carnaval de Salvador

Novidade mistura os tambores com letras que falam de Deus.
Trio de Cid Guerreiro sairá nos circuitos Dodô e Osmar.

Rita Barreto

Cid Guerreiro lançará axé gospel no carnaval de Salvador deste ano (Foto: Rita Barreto/Divulgação)

Para comemorar seus 30 anos de carreira e os 25 anos do axé music, o cantor e compositor Cid Guerreiro, autor do sucesso “Ilariê”, vai sair no carnaval de Salvador com um trio elétrico inusitado. A novidade, o axé gospel, mistura os tambores do ritmo característico da capital baiana com letras que falam de Deus.

“Eu me tornei evangélico há quatro anos e, em 2009, já tinha saído em um trio elétrico cantando músicas do mundo e músicas evangélicas. Nesse ano, porém, Deus tocou meu coração e vou cantar apenas músicas evangélicas, mas no ritmo do axé, com swing. Todas as músicas são de minha composição”, diz Guerreiro ao G1.

Para o cantor, o carnaval é uma boa oportunidade para evangelizar. “Nosso trio vai ter outros artistas evangélicos convidados e essa será uma oportunidade para mostrar para o povo que ser cristão não é ser careta. O ritmo é de Deus e, no carnaval, que é a festa da carne, podemos fazer a festa do espírito.”

O trio de Cid Guerreiro deve sair nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Campo Grande), mas as datas de apresentação ainda não foram definidas. “Estou aguardando uma definição da prefeitura, mas já posso garantir que o trio vai sair no meio do povo, e será gratuito”, afirma.

Entre as músicas que vão embalar a pipoca está “Prego na mão”, do CD “Guerreiro de Deus”. Conheça o hit:

Prego na mão

(Cid Guerreiro)

Prego na mão
Prego na mão
Jesus morreu na cruz por nossa salvação


Deus, tu és poderoso
Deus, tu és muito mais que sei
Deus, és maravilhoso
Deus, meu amigo, meu rei

Eu quero me humilhar
Viver a minha vida só pra Ti
Deus, quero poder andar e na palavra Te seguir

E dizem que não sou capaz
De dar a minha vida ao Senhor
Mas sei o que fez atrás
Destes o Teu filho como salvador por mim

Prego na mão
Prego na mão
Jesus morreu na cruz por nossa salvação

Deus, tu és poderoso
Deus, tu és muito mais que sei
Deus, és maravilhoso
Deus, meu amigo, meu rei

Queria Te conhecer
Poder estar mais perto do Senhor
E a toda hora agradecer
E amar como Seu filho me amou

Jesus foi a salvação
E a glória desse mundo é do Senhor
Por isso eu canto essa canção
Pois destes o Teu filho como salvador por mim

Prego na mão
Prego na mão
Jesus morreu na cruz por nossa salvação (4x)

3.2.10

Sony Music aposta em mercado gospel e lança selo

A Sony Music anunciou que vai começar a atuar oficialmente no segmento gospel, com o lançamento de um selo.

A gravadora pretende contratar entre 15 e 20 artistas conhecidos pelo público do gênero, além de lançar os álbuns de artistas internacionais no Brasil.

"Queremos unir o que há de bom na música gospel com a expertise profissional da Sony Music", disse Maurício Soares, responsável pela implantação do projeto na gravadora.

"Creio que em pouco tempo o mercado irá perceber as grandes transformações desta nova filosofia de trabalho", afirma o publicitário, que tem cerca de 20 anos de experiência no segmento gospel.

Segundo a gravadora, a aproximação com o mercado gospel começou ao longo dos últimos anos.

O comunicado que anuncia o lançamento do selo diz que a música gospel "é um fenômeno que cresce a cada dia, independente da classe social, faixa etária ou região".


De olho nos lucros é claro...esse é o mercado da fé!!!!

2.2.10

Justiça dos EUA condena evangélico que matou médico que fazia abortos

Um evangélico americano que assumiu ter matado um médico que praticava abortos para salvar as vidas dos bebês foi condenado por assassinato de primeiro grau pela justiça do Estado do Kansas, nos Estados Unidos.

Scott Roeder, de 51 anos, se declarou inocente da acusação de assassinato, alegando que havia cometido homicídio para prevenir males maiores.

Ele baleou o médico George Tiller, um dos poucos que praticava abortos em estágios avançados da gravidez no Kansas, em uma igreja na cidade de Wichita, em 31 de maio de 2009.

Roeder pode pegar prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional somente após 25 anos. Ele deve receber a sentença no dia 9 de março.

Os juizes levaram apenas 37 minutos para declará-lo culpado de assassinato em primeiro grau.

Ele foi acusado ainda de agressão grave por ter apontado uma arma contra dois funcionários da igreja após balear Tiller.

Na quinta-feira, Roeder disse ao Tribunal em Wichita que fez o que achava que era "necessário para proteger as crianças".

"Eu atirei nele", disse Roeder. "Se eu não fizesse, os bebês morreriam no dia seguinte".

Fonte: O Globo

Um erro não justifica o outro...lamentável esse pensamento, digno de alguém com sérios problemas mentais e psicológicos.

1.2.10

Pastor brasileiro leva mensagem de negação religiosa à Índia


O pastor Josimar Salum, sentado à direta, conversa com crianças indianas num vilarejo da cidade de Madurai.
Foto: Divulgação.

Como um dos diretores do Brazilian Ministers Network, uma congregação religiosa de Boston, Josimar Salum é conhecido como pastor de opiniões fortes – e conversa sobre tudo, de política até briga de casais.

Mas esse mês Salum começou pela Índia uma viagem missionária que deve passar pelo Brasil e Aruba, que tem uma curiosidade: a missão é espalhar a palvra de Jesus enquanto pede aos fiéis para serem menos religiosos.

“Nosso objetivo é levar a mensagem de Jesus, o Único Deus, e de ensinar aos seus líderes nestes países a fazerem discípulos de todas as nações. E a deixarem de ser religiosos. A mensagem é que todos se arrependam porque Seu Reino chegou à Terra para ficar,” disse ele.

O blogueiro entrevistou Josimar Salum pela rede. Entre uma visita a um vilarejo e uma parada para admirar a espiritualidade do país de Mahatma Gandhi, o pastor falou de fé, terrorismo, ser brasileiro, e da “balela” que algumas religiões, inclusive a evangélica, espalham.

Qual foi o detalhe mais interessante que você encontrou na viagem?
Aqui na Índia como em todos os lugares as pessoas estão empanturradas de religião. Religião é o maior problema da Terra. O maior gerador de guerras, conflitos e desentendimentos. Do hinduísmo passando pelo islamismo e por todas as religiões, até ao cristianismo, tudo é um esforço miserável e dispendioso para se fazer às pazes com os deuses. Sem o conhecimento do verdadeiro Deus nada satisfaz o coração do homem. Como Jesus não fundou nenhuma religião, nem o cristianismo, o cristianismo não pode satisfazer ninguém. Encontrei na Índia o mesmo sistema religioso de outros países, seja ele hindu ou cristão. As pessoas precisam encontrar a liberdade que é amar e servir a Jesus Cristo e por conseguinte seu próximo. A morte e ressurreição de Jesus anunciam que além de Jesus estar vivo e muito bem, Ele deseja relacionar-se com o homem em todo o lugar.

Existe alguma ligação entre a história mundial atual e a sua missão? Falo de terrorismo e globalização?
Na cruz de Jesus (não nesta cruz monumento que as pessoas carregam), mas na cruz onde Ele morreu, Jesus fez a paz entre os homens e Deus e reconciliou os homens de todas as raças e religiões. Ele chama a todos eles para que se reconciliem uns com os outros. A história mundial está coberta de exemplos mostrando que onde a religião avançou, inclusive a cristã com as Cruzadas e a Inquisição injustiças e terrorismos foram feitos em nome de “Deus”, quero dizer, em nome de uma caricatura de Deus, como as bombas que mulçumanos radicais explodem em todo o mundo em nome de alá. Onde o relacionamento verdadeiro com Jesus predominou, a Paz, o Progresso, a melhoria de vida, a Justiça Social avançaram sem medida. Por exemplo, as maiores descobertas científicas do século passado, por exemplo, foram financiadas por discípulos de Jesus. A globalização é um movimento pararelo para imitar o que o Senhor está fazendo em toda a terra. Ele está formando um só Rebanho e haverá um só Pastor. Seu Reino não tem escravos. Somente reis. Ele é o Rei dos reis. Seu Reino que foi perdido no Jardim do Éden com o pecado do primeiro casal retornou a Terra a dois mil anos atrás com a Sua Vinda. A globalização que a Bíblia anuncia é que Ele dominará todos os reinos deste mundo ao ponto de todos estes reinos se tornarem um só Reino, o Reino de Deus e de Seu Messias Jesus Cristo.

Você acredita que ser brasileiro traz uma visão mais interessante, ou mais espiritualizada, sobre tudo o que você tem visto?
Acredito que sim na medida que compartilhamos nossas experiências frutos da diversidade e da convivência pacífica que trazemos do Brasil. Acredito, por outro lado, que nossa religiosidade impede que tenhamos a visão correta do ponto de vista das reais necessidades do ser humano. A religião sempre convive terrivelmente com a miséria. Onde tem muita religião tem ignorância, cegueira, fanatismo e muita pobreza. Quando existe riqueza nestes ambientes ela é compartilhada somente pelos líderes que oprimem e exploram seus seguidores. É uma elite gorda que subjuga e explora o restante desde o pastor mercenário que vende toalhinha ungida, o sadu propriétário de todo comércio e das casas da região, do bispo propriétario da fábrica de santinhos, do aiatolá dono dos poços de petróleo, etc. Você vê gente aqui na Índia tomando banho em águas de esgoto de todas as classes sociais para se purificarem. Você vê artistas famosos e gente letrada viajando do mundo inteiro para fazer a mesma coisa. Em um jornal local de Calcutá li e vi uma foto de uma modelo brasileira que tomou um destes “banhos” e o que ela pode relatar foi somente que “um monte de energia junta entrou dentro dela.” Um ser humano que experimenta uma energia que não sabe nem definí-la perdeu sua individualidade e genuinidade, que o Criador lhe concedeu. Esta moça é especial, criada por um Deus pessoal, única em todas as épocas, alguém que tem e só ela as únicas impressões digitais diferentes de ninguém que existiu ou existirá depois dela. Ela, como todos nós, precisa conhecer e experimentar o relacionamento com Jesus e Seu Espírito, relacionamento pessoal e não com uma força cósmica ou imaginária. Jesus não é uma força, nem uma energia, mas uma Pessoa que interage com gente que pensa e pensa bem.

Para quem não é evangélico, mas tem o seu lado espiritual, qual elemento você tem visto que tem faltado na vida das pessoas?
Eduardo, estou cansado de religião, da evangélica inclusive. E de “balela”. Falta na vida das pessoas verdadeira Paz, não paz de conversa, mas da verdadeira Paz que só tem quem aceitou a Paz que Jesus fez entre o homem e Deus na cruz do calvário. As pessoas se sentem condenadas, seja pela consciência, seja pelos parâmetros sociais, seja pelos seus pecados, seja pela sua família, e por aí vai... Jesus não veio trazer condenação a ninguém. Pelo contrário Ele veio livrar o homem do pecado e da culpa dele. Ele trouxe o perdão para aqueles que arrependidos confiam no que Sua morte e ressurreição representam. Tem gente que vive fazendo boas obras e caridade para tentar receber a salvação. Tem gente que depois que recebe a salvação (como muitos evangélicos) ou acha que recebe passa fazer um monte de coisas ou observar um monte de leis e preceitos para tentar mantê-la. Não. Jesus fez na cruz uma obra total e perfeita. O que tem faltado na vida das pessoas, sejam evangélicas ou não, é JESUS.

Fonte: Brasil com Z

Apesar de não concordar com a sua missão "desreligiosa", tenho que aceitar que infelizmente ele tem razão em algumas coisas. Fazemos da nossa fé um sistema por vezes muito mais opressor do que libertador, exatamente o que Jesus condenou no judaismo de sua época. Comentem...

30.1.10

Pai, o que é sexo?



Apesar de ser em espanhol dá para entender...damos voltas às vezes para responder perguntas simples demais...

28.1.10


QUE MORRA NOSSA PAIXÃO PELO CONTROLE

Por que temos tanta dificuldade em reconhecer que precisamos de ajuda, quando nossa limitação é no plano emocional?
Se o distúrbio é no joelho, até adiamos, mas procuramos um ortopedista. Se ele nos pede um exame, relutamos, mas fazemos. Se ele prescreve um tratamento, reclamamos, mas vamos.
Quando o distúrbio é psíquico, achamos mais fácil achar que o problema é o outro, fazendo outras pessoas sofrerem, sobretudo aquelas que mais nos amam.
Se o nosso problema é de ordem interna, precisamos da coragem de admitir que precisamos de ajuda externa.
E esta coragem nasce quando morre a nossa paixão pelo controle. Pede ajuda quem tem a coragem de abrir mão do controle sobre sua vida, controle que, na verdade, não tem mais.
Segundo suas próprias palavras, Jesus veio para os doentes, isto é, para aqueles que reconhecem que estão doentes.

Desejo-lhe um
BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

27.1.10

BBB não pôde levar bíblia para a casa

Sister se emociona ao falar com o rapaz pelo qual está apaixonada


Alegria de Fernanda ao ouvir voz do amado

Vencedora da prova de ontem, a dentista faz a ligação que recebeu como prêmio. Ela liga para Marco, rapaz por quem está apaixonada, devidamente sentada em uma cadeira no jardim.

Enquanto ouve o tom de chamada, Fernanda coloca a mão no peito. Assim que ele atende do outro lado e os dois se cumprimentam, ela declara: "Que saudade de ouvir sua voz!". "Pode ficar bem tranquila tá tudo bem aqui fora", responde o rapaz.

"Estou morrendo de saudade de você. Estou ligando para você para pedir desculpas", declara a dentista, que já tinha adiantado que queria se desculpar por uma briga que tiveram logo antes dela entrar no BBB 10. Ela pergunta sobre os recadinhos que tem mandado para ele. "O pessoal me liga e me passa", responde Marco.

Ela fala que não pôde trazer a Bíblia e o rapaz lamenta: "Eu não pude trazer nada, mas anotei alguns salmos porque eu sabia que não ia poder trazer", explica a paulista de São José dos Campos. E pergunta: "Você tá com saudade de mim?". Do outro lado da linha, ele confirma. Ela, então, se declara: "Eu te amo, tá? Eu te amo, tá?". Marco responde: "Tá bom". "Você vai me esperar, jura?", quer saber Fernanda. Ele diz que sim.

Fonte: Globo.com


Tá, eu sei que acompanhar o big brother não é algo diríamos exemplar, mas não me contive e abri o link no globo.com e pude perceber(em outras matérias linkadas) que o namorado da menina é evangélico e que ela está frequentando a igreja com ele.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: "- Porque afinal a Globo não deixou ela levar a bíblia?"

26.1.10

Obrigado Jesus! Deus é grande!



















Fonte: GloboEsporte

Budismo 2010: drinques e hip-hop para atrair fiéis.

Esse é o nome do Budismo moderninho: “Budismo 2010”. O movimento foi criado por um grupo de rappers, ops..., quer dizer, monges, para driblar a “crise religiosa”.

Nos últimos anos, vários templos foram fechados e a religião perdeu adeptos no Japão. É que os mantras – os cânticos budistas - são muito complicados e os jovens não entendem a mensagem, acredita Kansho Tagai, monge, também conhecido pelo apelido rapper de Senhor Felicidade.

O Sr. Felicidade faz uma curiosa mistura de hip-hop e mantra. O templo dele, chamado Kyouji, fica em Shinjuku, bairro descolado de Tóquio e passou a receber o dobro de visitantes. A maioria, jovens.

Mas não é só o ritmo que está fazendo a religião se tornar novamente popular por aqui. Drinques como o “Paraíso” e o “Inferno” oferecem conforto espiritual a nova geração de budistas. Eles são servidos à noite no Monk Bar ( Bar dos Monges), também em Shinjuku – pelo jeito, o local de peregrinação dos novos convertidos.

O Paraíso é feito com bebidas coloridas que ficam em três camadas no copo: vermelha, amarela e cor-de-rosa. Parece bebida de mocinhas. Já o Inferno é de vodka temperada. Vou ter que experimentar para saber o que é exatamente isso.

Os drinques são preparados por um monge de verdade, chamado Zenshin. Ele pede que as pessoas evitem criticas antecipadas. “Antes de fazer qualquer julgamento, venham me visitar”, diz ele.

A iniciativa não é tão inusitada assim. Os templos no Japão recebem doações dos fabricantes de bebidas alcoólicas. Os barris de saquê ficam expostos na entrada, numa bela decoração, como vocês podem conferir na foto abaixo do Templo Meiji-Jingu, um dos mais bonitos de Tóquio.

Aqui no Japão existem duas religiões majoritárias: o Budismo e o Xintoísmo. A maioria dos japoneses é xintoísta, uma religião nascida aqui mesmo, que se caracteriza pelo culto à natureza e aos ancestrais. O Xintoísmo não exige muito dos fiéis – não tem, por exemplo, um código moral. A grande obrigação é a limpeza extrema.

Aqui do lado de casa tem um templo xintoísta e eu adoro ver os casamentos lá. A roupa das noivas é linda e parece da princesa Amidala, de Guerra nas Estrelas.

O Xintoísmo só tem um pequeno problema: não reconhece um paraíso após a morte. Para garantir a vida eterna, os japoneses - que são muito práticos - se convertem ao Budismo antes de morrer. Quando dá tempo, é claro...

As religiões convivem tranquilamente e há vários templos dedicados às duas.

Eu acho que vou entrar nesse espírito ecumênico e passar a ir – de vez em quando - a esses templos budistas. Vai ser um jeito animado de garantir meu lugar no paraíso.


Fonte: Sushi de Banana

Observação final: quem quiser ver o Marcelo Rossi do Budismo cantando hip-hop, dê uma olhada nesta reportagem da CNN.

www.cnn.com/video/#/video/world/2010/01/21/lah.japan.monks.rap.cnn

25.1.10

Papa defende que padres evangelizem com internet e multimídia

da France Presse, na Cidade do Vaticano

O papa Bento 16 incentivou os padres a explorarem "com sabedoria" todas as possibilidades da internet, em mensagem neste sábado (23).

Trata-se para os padres de "anunciar o Evangelho utilizando, junto com os meios tradicionais, a nova geração de meios audiovisuais (fotos, vídeos, animações, blogs, sites), ferramentas indispensáveis para a evangelização e a catequese", explicou o Papa.

Os padres "devem explorar com sabedoria as peculiares oportunidades proporcionadas pela comunicação moderna", estimou o Papa. "Que o Senhor lhes transforme em heróis apaixonados do Evangelho também no novo 'agora' criado pelos meios de comunicação atuais", declarou.

Elogio à mídia

Na mensagem, intitulada "O padre e a pastoral no mundo digital: os novos meios de comunicação ao serviço da Palavra", Bento 16 elogiou "os novos meios de comunicação", que "proporcionam perspectivas sempre novas e pastoralmente imensas".

A "considerável influência" destes meios "torna seu uso no ministério sacerdotal sempre mais importante e útil", acrescentou.

Para Bento 16, a palavra de Deus tem que "trilhar seu caminho nos inúmeros cruzamentos criados pela extensa rede de estradas que atravessam o espaço da internet" e "afirmar o direito de cidadania de Deus, qualquer que seja a época".

O Papa advertiu, porém, para o risco de "considerar falsamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado", e recomendou aos padres que se mantenham "constantemente fiéis à mensagem evangélica".

O Vaticano já utiliza a internet, e criou em janeiro um canal no portal de vídeos YouTube.

Desde maio de 2009, o site www.pope2you.net permite receber mensagens do Papa através da rede social Facebook. Este site foi acessado quase dois milhões de vezes no dia do Natal, afirmou Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifical das Comunicações Sociais.


"O papa é pop, o papa é pop...o pop não poupa ninguém..." (Engenheiros do Havaí)

24.1.10

O legado profético de Zilda Arns


Já se fizeram todos os elogios devidos à médica brasileira, Zilda Arns, irmã do Cardeal dos direitos humanos, Paulo Evaristo Arns, que sucumbiu sob as ruinas do terremoto no Haiti.

Talvez a opinião pública mundial não se tenha dado conta da importância desta mulher que em 2006 foi apontada como candidata ao prêmio Nobel da Paz. E bem que o merecia, pois dedicou toda sua vida à saúde das pessoas mais vulneráveis.

Por 25 anos coordenou a Pastoral da Criança acompanhando mais um milhão e 800 mil menores de cinco anos e mais de um milhão e 400 famílias pobres.

A partir de 2004 iniciou a Pastoral da Pessoa Idosa com mais de cem mil idosos envolvidos. Com meios simples como o soro caseiro, o alimento à base da multimistura e outros recursos mínimos, salvou milhares de crianças que antes fatalmente morriam.

Seria longo historiar seu extraordinário trabalho difundido já em mais de 20 paises pobres do mundo. O que pretendo é enfatizar os valores do capital espiritual que sustentaram a sua prática. Nisso ela ia contra o sistema dominante e serve de inspiração para hoje.

É convicção crescente que não sairemos da crise de civilização atual se continuarmos com os mesmos hábitos e os mesmos valores consumistas e individualistas que temos. Ela mostrou como pode ser diferente e melhor.

A Dr. Zilda honrou o cristianismo, vivendo uma mística de amor à humanidade sofredora, de esperança de que sempre se pode fazer alguma coisa para salvar vidas, de fé na força dos fracos que se organizam e na escuta de todos até das crianças que ainda não falam.

Ela tinha clara consciência de que a solução vem de baixo, da sociedade que se mobiliza, sem com isso dispensar o que o Estado deve fazer. Problemas sociais se resolvem a partir da sociedade. Para isso, ela suscitou a sensibilidade humanitária que se esconde em cada pessoa e inaugurou a política da boa vontade.

Mais de 250 mil voluntários, sem nenhum ônus financeiro, se propuseram assumir os trabalhos junto com ela.

Uma idéia-geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar. Não apenas pães e peixes como Ele fez mas, nas condições de hoje, multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.

Multiplicar o saber implica repassar às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a medição do peso e a alimentação adequada às crianças. Esse saber reforça a auto-estima das pessoas e confere autonomia à sociedade civil.

Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve partir dos últimos, buscando atingir as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai, tentar salvar a criança mais desnutrida e quase agonizante. Essa solidariedade é a que menos existe no mundo atual.

Multiplicar esforços, envolvendo as políticas públicas, as ONGs, os grupos de base, as empresas em sua responsabilidade social, enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem. Mas antes de tudo multiplicar a boa-vontade generosa.

Ora, são estes conteúdos do capital espiritual que devem estar na base da nova sociedade mundial que importa gestar. O século XXI será o século do cuidado pela vida e pela Terra ou será o século de nossa auto-destruição. Até agora globalizamos a economia e as comunicações.

Temos que globalizar a consciência planetária e multiplicar o saber útil à vida, a solidariedade universal, os esforços que visam construir aquilo que ainda não foi ensaiado. Amor e solidariedade não entram nas estatísticas nem nos cálculos econômicos

Mas são eles que mais buscamos e que nos podem salvar.

A médica Zilda Arns seguramente sem o saber, mas profeticamente, nos mostrou em miniatura que esse mundo não é só possível, mas é realizável já agora.

Leonardo Boff é teólogo

23.1.10

Soldados britânicos no Afeganistão receberão fuzis com mensagens bíblicas


da France Presse, em Londres (Reino Unido)

Os soldados britânicos no Afeganistão receberão fuzis com uma mira telescópica que terá referências bíblicas, o que atraiu duras críticas e alertas dos especialistas sobre insuflar uma guerra religiosa com o grupo islâmico radical Taleban.

O Ministério da Defesa britânico disse ter feito um pedido de 400 visores à empresa americana Trijicon e que não sabia do significado das inscrições.

Os visores ópticos de combate exibem a sigla JN8:12, em referência ao capítulo 8, versículo 12, do livro de João. Esta passagem da Bíblia, na versão do Rei James, diz: "Então Jesus lhes falou outra vez, dizendo: "Eu sou a luz do mundo: quem me segue, não andará nas trevas, e sim terá a luz da vida"".

O ministério disse ainda que a Trijicon foi escolhida por oferecer miras ópticas de melhor rendimento.

Já a empresa declarou que coloca referências das Escrituras em seus produtos há mais de duas décadas.

O Reino Unido tem atualmente cerca de 10 mil soldados no Afeganistão.

O partido opositor Liberal Democrata criticou a medida, enfatizando que os rebeldes que lutam contra a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e as forças dos Estados Unidos no Afeganistão poderão fazer uso para convocar militantes.

"Isso será para alguns de nossos inimigos uma prova para convencer seus seguidores de que estamos mergulhados numa guerra religiosa entre o cristianismo e o Islã", afirmou o porta-voz do partido.

Fonte: Folha Online


Ah entendi...as armas que matam, também falam de Deus...

Porque é que se mata em nome de Deus se o mesmo disse: "Não matarás"?

Eu não entendo...não existe guerra santa em nome de Deus. O que existe é guerra humana que se legitima em falsa motivação divina.


22.1.10

Padre critica o veto do Santos a manifestações religiosas

VITOR DUTRA MENEGHETTI

Os jogadores santistas que seguirem no clube na temporada de 2010 terão de obedecer a uma cartilha elaborada pela nova diretoria. Dentre as exigências, estão a obrigatoriedade em conceder entrevistas coletivas, já que os jogadores recebem direto de imagem, não levantar a camisa quando comemorar gol para não tampar a imagem do patrocinador e a proibição de uso da imagem do clube em manifestações religiosas.

O último item causou certa polêmica na cidade. Para o padre José Nyalil Paul, pároco da igreja Nossa Senhora do Rosário (catedral de Santos), o clube da Baixada Santista não poderia tirar "este direito" dos jogadores.

"Todo cidadão tem o direito de expor sua religião. Então, acredito que o clube está tirando um direito do cidadão. Ao meu ver, essa proibição não é certa'', afirmou.

O presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro explicou a decisão da diretoria e disse que os jogadores, quando estão no clube, têm de se preocupar apenas com o trabalho.

"Quem tem as suas convicções, que o faça na igreja, deixe o campo de futebol para o jogo. Não tem de misturar, pois não existe em empresa alguma setores com comissões religiosas cuidando do trabalho'', disse o cartola em entrevista à rádio Jovem Pan.

O volante Roberto Brum, em suas entrevistas, sempre pregou sua devoção. No ano passado, o jogador foi afastado pelo então técnico Wanderley Luxemburgo e acabou deixando o Santos. Especula-se que a decisão do treinador foi tomada pelo fato de o jogador ser evangélico.

Sem querer se envolver em polêmica desta vez, o volante, que foi reintegrado ao elenco, afirma que a decisão da nova diretoria em criar o manual de conduta não o afeta em nada.

"Para mim, é indiferente. Eu nunca falei o nome de uma religião. Eu sempre preguei as coisas boas que Deus fez na minha vida e na vida de outras pessoas. Ainda não vi a cartilha, mas se estiver escrito que também não vamos poder falar de Deus nas entrevistas, não terá problema nenhum, vou respeitar da mesma forma'', falou o volante, que mais uma vez usou sua crença para justificar os argumentos.

"Na bíblia está escrito que as pessoas têm de respeitar seus superiores. Então, se eu não puder falar de Deus dentro do clube ou após uma partida, vou respeitar a decisão da diretoria sem problema algum, até porque posso pregar na praia, na rua, no culto ou em outro lugar'', completou Brum.

Fonte: Folha Online

21.1.10

Foragido vira evangélico e volta à prisão

Marcelo Roma - Redação Cruzeiro do Sul

O jardineiro Roberto Aparecido Moraes, 34 anos, arrependeu-se de ter fugido da prisão e decidiu voltar para terminar de cumprir sua pena. A mudança aconteceu depois que ele tornou-se religioso, passando a frequentar uma igreja evangélica, contou a policiais militares. Roberto apareceu em frente à Penitenciária Danilo Pinheiro (P-1), no bairro Mineirão, às 22h30 de sexta-feira.

Da calçada da rua Altino Arantes, ele gritava dizendo que queria ser recolhido ao presídio. O lugar certo para se apresentar porém não era no presídio, mas sim na delegacia. Os agentes penitenciários da P-1 que faziam guarda avisaram a Polícia Militar a fim de acabar com a confusão.

Logo que os PMs da 5ª Companhia chegaram em frente à penitenciária, Roberto foi falar com eles. Disse que tinha fugido de um presídio de Piracicaba e queria se entregar, pois se transformou numa “pessoa evangélica” e estava disposto a pagar sua dívida com a Justiça. Ele informou o número da matrícula no sistema penitenciário e os PMs verificaram que realmente era procurado. Porém não tinha documento.

Na delegacia do plantão sul, policiais civis fizeram nova pesquisa e certificaram-se de que havia mandado de prisão para Roberto com data de 12 de fevereiro de 2009, expedido pela Vara do Júri de Piracicaba. Ele não entrou na Penitenciária Danilo Pinheiro como queria, mas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. No boletim de captura de procurado não consta o crime que Roberto cumpria pena.


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


20.1.10

Em meio aos destroços, haitianos buscam refúgio na fé

18/01 - 15:00 - The New York Times

Logo NYT

PORTO PRÍNCIPE, Haiti - Cinco dias depois do devastador terremoto que atingiu o Haiti, um pastor evangélico vestindo uma camiseta pólo desgastada, com sua igreja destruída mas o espírito vibrante, tocou uma sirene para reunir os novos sem-teto que vivem em barracas na cidade para a missa de domingo.

NYT
Fiéis improvisam missa em Porto Príncipe

Fiéis improvisam missa em Porto Príncipe

Com a voz rouca, os olhos inchados e braços erguidos aos céus, o reverendo Joseph Lejeune pediu aos famintos, feridos e pesarosos haitianos reunidos ao seu redor que fechassem os olhos e elevassem os pensamentos para além da fétida praça Champ de Mars, onde agora lutam para sobreviver.

"Pensem na nossa nova cidade aqui como o lar de Jesus Cristo, não como a cena de um desastre", ele falou. "A vida não é um desastre. Vida é alegria! Você não tem comida? Se alimente do Senhor. Não tem água? Beba do espírito santo."

E eles beberam, cantando, balançando as mãos e tapando os narizes para evitar o cheiro dos corpos presos em uma escola perto dali. Helicópteros militares zumbiam sobre sua cabeça e os crentes almejavam a eles e além, se libertando durante algumas horas do trecho de concreto sobre o qual buscaram abrigo sob lençóis amarrados a postes.

Em versões variadas, esta cena se repetiu por toda a capital haitiana no domingo. Com muitas de suas igrejas destruídas e seus padres e pastores mortos, os haitianos desesperados por ajuda e conforto se voltaram a Deus em busca de alívio para sua aflição. Carregando bíblias, eles atravessaram ruas empoeiradas e cheias de entulhos, em busca de locais para a oração. As igrejas, normalmente cheias com paroquianos fiéis nas manhãs de domingo, acordaram aos pedaços.

NYT
Mulher participa da missa no Haiti

Mulher participa da missa no Haiti

Em um sinal da importância das igrejas aqui, o presidente Rene Preval reuniu líderes religiosos juntamente com líderes políticos e empresariais na delegacia de polícia que se tornou sua sede. Ele pediu às igrejas, em particular, que se concentrem em alimentar as pessoas, mas deu pouca orientação sobre o que o governo fará para ajudar.

Não longe da igreja evangélica provisória na praça Champs de Mars, fiéis se reuniram diante das ruínas da principal catedral da cidade para ouvir um apelo por paciência feito por um bispo.

"Nós temos que manter a esperança", disse o Bispo Marie Eric Toussaint, embora ele tenha reconhecido não ter nenhum recurso para ajudar os muitos que estão sofrendo e achar difícil declarar com qualquer confiança se a catedral será reconstruída.

Construída em 1750, a catedral, antes uma peça arquitetônica importante da cidade, agora não passa de uma gigantesca pilha de metal trançado, vitrais quebrados e concreto rachado. Toussaint disse que o terremoto destruiu as residências dos padres, matando muitos deles.

A catedral de Sacre Coeur, outra grande estrutura, também foi destruída, e um grande Cristo na cruz perfeitamente preservado restou como testemunha da destruição - com o corpo de uma mulher deitado sobre um colchão na rua, coberto com lençóis, representando o sofrimento causado pelo terremoto.

"Pode parecer um momento estranho para se ter fé", disse Georges Verrier, 28, especialista em computação desempregado, seus olhos se movendo entre o corpo e a igreja. "Mas você não pode culpar Deus. Eu culpo o homem. Deus nos deu a natureza e nós os haitianos e nossos governos, abusamos da terra. Você não pode escapar sem consequências."

Em um tom parecido, um autodesignado pastor na praça Champs de Mars se colocou sobre uma cratera durante o serviço de oração e proclamou que o terremoto foi o castigo por uma longa lista de pecados que enumerou em cantarola. "Nós temos que nos ajoelhar e pedir a Deus", ele disse.

NYT
Fiéis rezam nas ruas, pois igrejas foram destruídas

Fiéis rezam nas ruas, pois igrejas foram destruídas

Vladimir Arisson ignorou o autodesignado pastor com um rolar de olhos. Arisson cuidava de sua namorada gravemente ferida, Darphcat Charles cuja cabeça estava envolta em uma gaze ensanguentada, seus olhos machucados e sua face inchada, infectada. "Minha posição é: Deus abençoe e nos envie, por favor, ó Deus, um médico para fechar o buraco na cabeça da minha amada."

Outro homem que acompanhou o serviço evangélico apresentou sua esposa que está grávida de oito meses e se sentou no chão, pálido. "Um bloco de concreto caiu sobre a barriga dela e nós não sabemos se o bebê ainda está vivo", disse o homem, Ricot Calixte 28. "Rezar pode ajudar, eu acho. Como ainda respiro, ainda tenho fé".

Ao redor deles, na missa, os aplausos e améns intensificaram na cidade de barracas que não tem nenhuma barraca de verdade, apenas tendas improvisadas. O acampamento central na praça Champ de Mars é a igreja provisória de Lejeune, que no seu prédio original destruído contava com 200 membros ativos, três dos quais foram mortos e muitos estão desaparecidos.

"Aqui nós começamos diariamente com o que eu chamo de missa do café da manhã," ele disse antes da missa de domingo. "Nós não temos café, claro. Mas essa é uma reza para nos acordar e nos fortalecer quando olhamos para frente e pensamos, 'Ai, e agora?'"

Ele pausou, esfregando o nariz por causa do odor de restos humanos e acrescentou: "Uma igreja em um banheiro, é isso que nós somos. Por enquanto."

Por DEBORAH SONTAG


Fonte: Último Segundo

Era disso que Jesus falava quando disse "no mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo."

É fácil ser igreja quando tudo parece em ordem...agora no caos, precisamos aprender com os haitianos.

19.1.10

Vodu Haiti, Vodu Ocidente


Vodu Haiti, Vodu Ocidente

Falemos, então, de demônios. Os espanhóis cristãos chegaram ao final do século XV à América, descobrindo-a para suas ambições. Produziu-se uma matança sangrenta por parte das hostes de Cristóvão Colombo contra a população indígena que vivia na ilha onde hoje se encontra a República Dominicana e o Haiti. Já em 1540, a população indígena havia quase desaparecido. Enfermidades trazidas pelos europeus, o regime de escravidão ao qual foi submetida, as matanças e a escassez de alimento, tudo provocado por homens que beijavam a cruz de Cristo, causaram este genocídio

Anos depois, em 1697, os franceses cristãos expulsaram os espanhóis da metade da ilha e o Haiti foi a porta de entrada de milhares de escravos provenientes da África. Os escravos que iam chegando morriam aos milhares, e eram substituídos por outros. Era um país de jovens recém-chegados. A França da revolução das liberdades individuais tinha outra forma de ver o mundo no Haiti, cuja cana-de-açúcar abastecia as mesas européias com este produto. A independência dos haitianos foi um processo sangrento, sem rastros de humanidade e quase surrealista. Do próprio lado dos dirigentes haitianos se multiplicaram ditadores que afundaram mais ainda o país.

Mas o Haiti poderia ter decolado; não havia razão para estar condenado à pobreza extrema. Certamente a má liderança nativa foi uma das causas, mas foi também a França cristã que, com um descaramento mais descomunal que seus monumentos parisienses, pediu uma indenização por haver saqueado, escravizado, brutalizado essa pequena nação. A dívida paga em 50 anos, com outras dívidas assumidas, foi um peso demasiado para eles; a crise estava por todo lado.

Aqui entra, então, em cena os banqueiros (cristãos?) de Nova Iorque que possuíam a maioria do crédito haitiano e não queriam perder essas dívidas. Era o ano de 1915 e o presidente Wilson enviou a Marinha ao Haiti, tomando o controle do país. Eles praticamente governaram o Haiti por 20 anos. A América do Norte cristã restabeleceu as levas de jovens para trabalho forçado, elitizou mais o país, e pouco fez para atender aos pobres. Mas os demônios não têm nacionalidade. Então, em 1957, François Duvalier, um dos mais nefastos personagens que já governou qualquer país neste continente, aterrorizou o Haiti usando uma mescla insana de religião e política, o vodu e o poder. E tudo com a benção do governo norte-americano. Duvalier, chamado Papa Doc, deixou o poder e foi sucedido por seu filho adolescente Jean-Claude, apelidado Baby Doc, que foi assessorado economicamente pelo FMI com o consentimento de muitas empresas transnacionais estabelecidas no Haiti. Até que em 1986 essa ditadura caiu. Realizaram-se eleições democráticas sob a supervisão internacional.

O resto é história mais recente, com Jean-Bertrand Aristide na presidência, sua destituição e sua reposição ao poder. Sua proximidade de Cuba e suas tímidas reformas não agradaram aos Estados Unidos. Mas ele tampouco fez muito: se envolveu num conflito político sangrento com seus opositores. Ele afirma hoje que seu caso não foi uma renúncia mas uma deposição por pressão política do país do Norte. Vieram as ondas de crise: bancária, fraudes eleitorais, corrupção crescente, um Estado quase inexistente, uma população de 9 milhões em apenas 27 mil metros quadrados de país. Pobreza por todos os lados, desarticulação social, um país quase invisível. Vários amigos de agências de cooperação para o desenvolvimento relatam que as ONGs devem fazer aquilo que o Estado deveria realizar. Não poucas destas agências têm sedes permanentes neste país. O terremoto é mais uma marca – grossa e dolorosa, certamente – no tecido social devastado do Haiti.

Haiti é exemplo de como políticos de carne e osso mas também nações podem se parecer tanto com demônios; ou como dizia o pregador Charles Spurgeon, ensinar aos demônios o que é e como a maldade atua. Haiti não merece esta forma de vida, nem merece os milhares de mortos nas ruas, em sua história. Seremos capazes, os cristãos, de fazer algo mais do que exorcizar os demônios dos outros – e nem sequer os próprios? Seremos capazes de levar a sério a solidariedade global, deixando os preconceitos de raça, religião, nação? Haiti não necessita caridade, necessita justiça. Parte dela, obviamente, é levantar-nos para apoiá-los no meio da tragédia do desastre natural ocorrido. Mas será mais depois quando os refletores das câmeras se apagarem e o Haiti não for mais notícia. Deus nos ajude a sermos conseqüentes.



Alfonso Wieland Alfonso Wieland Alfonso Wieland é advogado no Peru e diretor de programas internacionais da Asociación Paz y Esperanza (www.pazyesperanza.org), organização cristã de direitos humanos e desenvolvimento comunitário que ele ajudou a fundar em 1996. Ele é graduado em Direito pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, e tem pós-graduação em Sociologia pela Pontificia Universidad Católica do Peru e em Teologia pelo London Institute for Contemporary Christianity. É parte, desde 2001, do comitê de coordenação internacional da Rede Miquéias; é casado, tem dois filhos e é membro da Igreja Aliança Cristã e Missionária.

Fonte: Novos Diálogos

18.1.10

Deus e o Diabo no Haiti

Crônica - Luis Fernando Veríssimo

O evangélico Pat Robertson, um dos líderes da direita religiosa americana, tem uma explicação para as desgraças do Haiti que culminaram com esse terremoto demolidor.

Um dos países mais miseráveis do mundo, com uma história ininterrupta de privações, violência e instabilidade política, o Haiti estaria pagando por um pacto que fez com o Diabo em 1804, quando pediu sua ajuda para expulsar os colonizadores franceses e tornar-se uma república.

Desde então, os haitianos viveriam sob uma maldição. O terremoto, segundo Pat Robertson, é apenas o castigo mais recente. Mas o religioso pediu a seus fiéis que rezassem pelos haitianos. E, presumivelmente, pedissem a Deus que esquecesse velhos ressentimentos e lhes desse uma folga.

Se o Diabo ajudou mesmo os haitianos contra os franceses foi por uma causa nobre. O Haiti foi o primeiro país do mundo a abolir a escravidão, dando um exemplo que custou a ser seguido pelos outros.

A república, também inédita, fundada depois da expulsão dos franceses era de ex-escravos, e acolhia escravos fugidos ou alforriados de outros países. E se Deus os castigou por esta audácia, não foi o único.

A França exigiu e recebeu reparação pela colônia perdida, o que aleijou a economia da nova república por muito tempo. A vizinhança com os Estados Unidos também não ajudou. Os americanos chegaram a ocupar o Haiti durante vinte anos, sem muito proveito para o país.

Grandes negócios foram feitos na época dos ditadores Papa Doc e Baby Doc Duvalier, também sem muito proveito para o país.

Nos últimos tempos, apoiando e desapoiando líderes mais ou menos populares, os americanos têm tentado manter no Haiti uma democracia representativa mas não representativa demais, a ponto de armar politicamente uma massa de desesperançados, com o risco de eles também convocarem o Diabo.

Agora não se sabe o que vai surgir dos escombros da tragédia.

Outro

O Deus vingativo de Pat Robertson certamente não era o Deus de Zilda Arns, que morreu no Haiti trabalhando pela causa da sua vida, a ajuda aos pobres e, principalmente, às crianças. O seu era um Deus solidário. Infelizmente, pouca gente no mundo está disposta a fazer um pacto como o que Zilda Arns fez com este outro Deus. Ela sobreviverá como um exemplo e uma inspiração.

17.1.10

Não basta ser pai,tem que participar.



Engraçado...não sei porque, mas essa cena me fez lembrar de Deus se fazendo homem e habitando entre nós. Como um pai dentro do berço...

Fonte:
Práxis Cristã

16.1.10

Jesus é 'entronizado rei' de povoado da Lituânia

Em tempos de crise, a pequena cidade de Salcininkai, na Lituânia, decidiu entregar seu destino a Jesus Cristo, com um ato de entronização.

"Entronizar Jesus Cristo como rei de nossa cidade é declarar, solenemente, que ele é nosso soberano e protetor", disse o prefeito da cidade, Zdzislav Palevic, citado pela agência de notícias BNS.

"Durante este período difícil, quando a crise atinge todo o mundo, o papel de Jesus é importante não apenas para a vida das pessoas, mas também para a vida política e cultural", proclama o ato de entronização, adotado por unanimidade pela Câmara local.

"Não é um ato que possa causar polêmica. A região é muito católica..., explicou à AFP Leonarda Stancikiene, vereadora local.

Na verdade, Salcininkai seguiu os passos de Vilnius, a primeira cidade da Lituânia a entregar seu destino a Jesus Cristo, em 12 de junho passado.

A Lituânia, uma ex-república da URSS que obteve sua independência em 1990, é um estado laico, mas a religião católica é parte essencial da vida do país.

mvi/LR/sd

Fonte: Último Segundo

O que acham disso? Comentem...

15.1.10

EU JÁ SABIA!!!

Vodu impede que soldados flamenguistas levem camisa ao Haiti

BRASÍLIA - Os soldados brasileiros da força multilateral de paz no Haiti que são torcedores do Flamengo, clube identificado com as cores vermelho e o preto, características do vudu, deixaram em casa por ordem de seus superiores os símbolos do time para evitar mal-entendidos com os haitianos.

''O Ministério das Relações Exteriores disse-nos que advertíssemos a nossos soldados que não levassem camisas e bandeiras do Flamengo, que poderiam ser utilizadas por alguns militares em momentos de lazer'', disse à EFE o coronel Luiz Felipe Carbonell.

Carbonell, encarregado das relações públicas do exército brasileiro no Haiti, comentou a medida foi tomada para reforçar a imagem de solidariedade que a tropa brasileira pretende levar à ex-colônia francesa.

Luiz Felipe Carbonell, de 48 anos, 30 deles dedicados à carreira militar, ressaltou que os soldados brasileiros foram informados sobre a importância que os haitianos dão ao culto do vodu.

Ele explicou que, com relação a esse costume, não existe nenhuma preocupação, a não ser a de evitar incompreensões culturais.

''O vodu não é necessariamente uma preocupação para nós, que vivemos num país onde o sincretismo religioso está bastante presente'', disse.

No maior país sul-americano, onde 70 por cento da população são católicos, uma significativa parte dos cerca de 175 milhões de habitantes tem como religião a umbanda, crença de origem africana e que tem elementos similares aos do vodu.

''No Haiti, nos empenharemos em demonstrar que somos um grupo em missão de paz, que quer ajudar a reconstruir o país e buscará uma interação harmoniosa com a população'', disse o coronel, que já comandou o Regimento de Cavalaria Mecanizada do estado de Santa Catarina.

Por Manuel Martínez

Agência EFE


Fonte: JB Online


Eu sempre soube que havia uma relação tênue entre a urubuzada e o coisa ruim...quer mais exemplos?!?! rs...

14.1.10

Zilda Arns, a mãe do Brasil


Por Frei Betto

Reproduzido da seção "Tendências/Debates" da Folha de S.Paulo, 14/1/2010; intertítulos do OI


Pode-se repetir que ninguém é insubstituível, mas a dra. Zilda Arns, vítima do terremoto que arruinou o Haiti, era, sim, uma pessoa imprescindível. Nela mostrava-se imperceptível a distância entre intenções e ações. Formada em medicina e movida por profundo espírito evangélico -era irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo-, fundou a Pastoral da Criança, alarmada com o alto índice de mortalidade infantil no Brasil.

Em iniciativas de voluntariado podem-se mapear dois tipos de pessoas: as que, primeiro, agem, põem o bloco na rua e depois buscam os recursos, e as que se enredam no cipoal das fontes financiadoras e jamais passam da utopia à topia.

Zilda Arns arregaçou as mangas e, inspirada na pedagogia de Paulo Freire, encontrou, primeiro, recursos humanos capazes de mobilizar milhares de pessoas em prol da drástica redução da mortalidade infantil: mães e pais das crianças de 0 a seis anos atendidas pela pastoral transformados em agentes multiplicadores.

Ela, sim, fez o milagre da multiplicação dos pães, ou seja, da vida. Aonde chega a Pastoral da Criança, o índice de mortalidade infantil cai, no primeiro ano, no mínimo 20%. Seu método de atenção às gestantes pobres e às crianças desnutridas tornou-se paradigma mundial, adotado hoje em vários países da América Latina e da África. Por essa razão, ela estava no Haiti, onde pagou com a morte sua dedicação em salvar vidas.

Sem temor

Trabalhamos juntos no Fome Zero.

No lançamento do programa, em 2003, ela discordou de exigir dos beneficiários comprovantes de gastos em alimentos, de modo a garantir que o dinheiro não se destinasse a outras compras. Oded Grajew e eu a apoiamos: ressaltamos que apresentar comprovantes não era relevante, valia como forma de verificar resultados. Haveria que confiar na palavra dos beneficiários.

Em março de 2004, no momento em que o governo trocava o Fome Zero pelo Bolsa Família, ela me convocou a Curitiba, sede da Pastoral da Criança. Em reunião com José Tubino, da FAO, e dom Aloysio Penna, arcebispo de Botucatu (SP), que representava a CNBB, debatemos as mudanças na área social do governo. Expus as tensões internas na área social, sobretudo a decisão de acabar com os comitês gestores, pelos quais a sociedade civil atuava na gestão pública.

Zilda Arns temia que o Bolsa Família priorizasse a mera transferência de renda, submetendo-se à orientação que propõe tratar a pobreza com políticas compensatórias, sem tocar nas estruturas que promovem e asseguram a desigualdade social.

Acreditava que as políticas sociais do governo só teriam êxito consolidado se combinassem políticas de transferência de renda e mudanças estruturantes, ações emergenciais e educativas, como qualificação profissional.

Dias após a reunião, ela publicou, neste espaço da Folha, o artigo "Fôlego para o Fome Zero", no qual frisava que a política social "não deve estar sujeita à política econômica. É hora de mudar esse paradigma. É a política econômica que deve estar sujeita ao combate à fome e à miséria".

E alertava: "Erradicar os comitês gestores seria um grave erro, por destruir uma capilaridade popular que fortalece o empoderamento da sociedade civil; (...) por reforçar o poder de prefeitos e vereadores que nem sempre primam pela ética e pela lisura no trato com os recursos públicos. O governo não deve temer a parceria da sociedade civil, representada pelos comitês gestores".

Título eterno

O apelo da mãe da Pastoral da Criança não foi ouvido. Os comitês gestores foram erradicados e, assim, a participação da sociedade civil nas políticas sociais do governo. Apesar de tudo, o ministro Patrus Ananias logrou aprimorar o Bolsa Família e o índice de redução da miséria absoluta no país, conforme dados recentes do Ipea. Falta encontrar a porta de saída aos beneficiários, de modo a produzirem a própria renda.

Zilda Arns nos deixa, de herança, o exemplo de que é possível mudar o perfil de uma sociedade com ações comunitárias, voluntárias, da sociedade civil, ainda que o poder público e a iniciativa privada permaneçam indiferentes ou adotem simulacros de responsabilidade social.

Se milhares de jovens e adultos brasileiros sobreviveram às condições de pobreza em que nasceram, devem isso em especial à dra. Zilda Arns, que merece, sem exagero, o título perene de mãe da pátria.

[Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 65, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de A Mosca Azul - Reflexão sobre o Poder (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004)]